domingo, 13 de agosto de 2017

Borboletas no estômago

"Tudo o que eu sabia esta manhã quando acordei
É que sei alguma coisa agora
Sei alguma coisa agora que eu não sabia antes.
(Everything has changed, Ed Sheeran e Taylor Swift)

Sim. Naquele dia eu acordei e aquela emoção estava lá. Eu comecei a enxergar você, mais do que apenas ver. Já te admirava antes, mas isso passou a significar mais.

E tinha, também nesse mesmo dia, uma vontade louca de rezar por você. Rezar muito. Pra você sozinho, pra nós dois (principalmente pela minha curiosidade de entender o que eu sinto quando você tá por perto). E eu venho fazendo isso. Não sei se isso é uma resposta pras suas orações. Ou se eu é que tenho que te conquistar através da oração. Vou descobrir. E quando eu descobrir eu te conto. Se é que você já não sabe. Se é que você já não sente. Se é que você não vai me contar primeiro.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Desabafo



Você pode ouvir uma música que se relaciona com a pessoa de quem esse texto fala clicando aqui.
Galera que me conhece e que lê aqui os textos sabe que eu gosto muito de falar o que eu preciso falar e dividir o que eu sinto também. Aqui vai uma história que também é desabafo:
Há muito tempo (lá no começo da faculdade, talvez) eu me apaixonei por um amigo da época do colegial. Eu curtia as conversas, as dicas de músicas, de filmes, a prestatividade dele. Os anos se passaram e eu desde o começo sentia que aquilo seria apenas uma paixão platônica. Não havia motivos para que as coisas avançassem.
Permaneci calada até o fim de 2015. E então, quando eu já não sentia mais aquela atração e via apenas uma boa amizade, eu contei a ele o que eu já havia sentido. A intenção era dar umas risadas e ver a reação dele. Nada de risadas, a reação foi inesperada: nunca mais nós conversamos. No nível de eu mandar mensagem, ele visualizar e nunca responder.
O que me resta? Obrigada, querido. Se não fosse você eu não teria me cadastrado no banco de doadores de medula óssea e nem me interessado tanto em me especializar em oncologia. Se te causei incômodo, espero que me perdoe. Tenha uma boa vida porque já não há mais nada que eu possa fazer. Falei o que precisava, me declarei, dividi com você as minhas histórias. Queria a sua amizade (e era só isso mesmo). Mas se você entendeu errado, a culpa é só sua. Eu sou responsável pelo que eu digo e não pelo que você entende.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Inquietação


"Eu não devia te dizer 
mas essa lua 
mas esse conhaque 
botam a gente comovido como o diabo."

Isso foi o que disse o querido Drummond em 1930. No meu caso são músicas e frases. A lua também. Tantos questionamentos rondando minha mente e a pobrezinha mal sabe se defender. Resolvi ajudá-la, o que seria o mesmo que me ajudar já que a mente é minha. Mas tudo o que posso fazer é colocar os questionamentos para fora.
- Por que ela e não eu nesse emprego?
- Por que as pessoas dizem que gostam da gente e depois vão lá e buscam conforto em outras pessoas?
- Por que parece que o tempo anda tão depressa e ao mesmo tempo ele anda tão devagar?
- Por que eu não tenho mais a mesma vontade de escrever que tinha 5 anos atrás?
- Por que eu não consigo levantar mais cedo e me exercitar?
- Por que "não dá pra discutir nada comigo" quando eu faço um questionamento dentro de um tema? Eu deveria apenas ouvir?
- Por que, apesar dos meus esforços, eu ainda não fui contratada?
Já chega. Colocados para fora, o que farão a seguir? Provavelmente voltarão a bater na porta para importunar a minha mente, como já há meses vem acontecendo.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Sobre o exercício


"Senhor, que no dia de hoje as minhas vontades coincidam com as Suas. Porém, se não for assim, que as Suas prevaleçam".
Quando escrevi essa frase, recebi uma mensagem dizendo que eu precisava orientar uma sonda naso-enteral. Já era quase hora de ir embora. Paciência.
Paciência: virtude que necessita ser praticada, exercitada. De preferência todos os dias.
E o serviço de Deus requer, além de muitas outras coisas, a paciência. Permanecer firme é duro porque, na maioria das vezes - pra não dizer sempre - esse serviço é para os outros, para a sociedade carente (de tudo, porque há alguns que são tão pobres que só possuem dinheiro) e o bem que aqui se faz, já dizia o próprio Cristo, aqui não deve ser visto e nem pago.
A vida não para e os fatos não acontecem como queremos e nem quando queremos. É a expressão da vontade de Deus sobre as nossas quando nós O deixamos agir e tomar conta. É a sobreposição do necessário ao supérfluo. É o pingo constante de água moldando a pedra dura: de tanto exercitar, tornamo-nos pacientes.
P.S.: eu gostaria de dizer que urge que sejamos pacientes. Mas a frase seria tão contraditória que é melhor deixar pra lá.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Retrospectiva 2014


Eu sei que o ano que passou não foi dos mais ativos aqui no blog, mas gostaria, como venho fazendo há algum tempo, de coloca-los a par de tudo o que aconteceu. Voltemos os olhos para trás.

Sempre quis que a primeira coisa que eu fizesse em um ano novo fosse beijar alguém...
*Beijo*
Vamos ou não vamos pra Uberlândia?
Fomos!
Tem que ficar esperto com a água do carro.
Acho que eu passei da entrada.
A RUA É ESSA!!!!!!!!!!! Só que é pro outro lado.
Marcinho!
Mãe do Marcinho!
Lu! (Que contou que terminou o namoro).
Fabinho!
Aninha!
Amaretto! (Com direito a assistir a festa deprimente de 15 anos da menina que não tinha amigos. Apenas parentes velhos).
“Quero dormir segurando sua mão”.
Pão de queijo!
Missa.
Bolo diet de chocolate.
Vamos embora.
“Vamos rezar o terço juntos enquanto o Lâmpadas não volta?”
“Você quer brincar na neveeeeeeeee?”
Buscar o Fee na rodoviária.
Motoqueiro doidão.
Limpar o apartamento do Luiz.
Caixa de mensagens: “Você ligou para a pessoa certa, infelizmente no momento errado.”
Buscar o Fee na rodoviária de novo.
Inseto no pára-brisa.
Casamento do primo em Ituverava.
Corre atrás do álbum de formatura.
Missa de formatura do cunhado.
Colação de grau do cunhado.
Rancho pra comemorar a formatura.
Caminho esquisito, celular que não pega, lugar maravilhoso. Violão, jogo, sinuca, piscina, sol, hipoglicemia, calor.
“Esqueci a idade do meu marido. Quantos anos cê tem, fofo?”
Vou fazer pós-graduação em nutrição materno-infantil (que não deu certo, então eu entrei pra de Fisiologia do exercício e nutrição esportiva).
Corre atrás dos documentos.
Pizzada em casa. “Mas você mora em Ibiraci?”. Jogo: qual é a música?
Retiro. "Dorme na minha cama". Palestra sobre Maria. Jogo de São Francisco.
Condução do Lâmpadas com o Luiz no dia em que a gente completou 8 meses.
Mais um casamento.
Concurso em Ribeirão (fui maaaaalllll!!!!)
Um bom filme: Gravidade.
Jantar de formatura do advogado.
Baile de formatura do advogado.
Saúde Social, Lygia, bom dia. “Lílian?” Isso!
Intercessão!
Blitz.
Yuri em Franca!
Fiz a matrícula na Pós!
Campanha do óleo.
Reunião de avaliação.
Rifa.
Separar os alimentos (porque nem todo mundo doou óleo).
Sistema de escambo do Aparecido.
“Fui chamado pra trabalhar em Barretos”. Isso é piada de 1º de abril?
Rezar pelo Cursilho.
“Ta me dando vontade de chorar. Já to sentindo sua falta.”
Reunião sobre comunidade.
Buscar o Luiz na chegada do Cursilho.
Trabalhar de garçonete no Café Colonial em prol do Hallel. Sentimento de: nunca mais.
“Vou começar a treinar amanhã em Rio Claro.”
*Lygia chorando*
“Por que você ta chorando? Nunca mais vai ver ele na vida?”
“Lygia, para de chorar!”
Dor de garganta.
Trindade! Não consigo dormir em ônibus.
Missa, paralelepípedo, feirinha, fotos, hotel, mãe to na televisão.
Goiânia. Vestido da discórdia. Camisetas: Luigi e Mário.
Troca de afazeres no serviço durante uma semana.
Nasceu o Pedrinho!
Tocar no casamento da amiga do namorado. Chegar faltando 15 minutos pra começar.
“Se você não estiver mesmo chegando na minha casa, NÃO FALA QUE ESTÁ!”
Intercessão!
11 meses de namoro. Quiche. Nutella.
Barretos.
“Só enquanto eu respirar vou me lembrar de você.”
Volta a Lygia chorando pra Franca.
Cardiologista.
V EJC Uberaba UHÁ!
Curso de Contagem de Carboidratos EAD.
Semana de folga! Em Barretos.
1 ano de namoro. Esfirras!
“Não sei se vai durar mais um dia, uma semana, um mês... Mas eu sei que não sou mais a mesma pessoa que eu era quando te conheci. Eu te amo.”
Vi a Paty em Barretos!
“Lygia, volta pra cá porque o serviço ta apertado!”
“Maceió fica a R$800,00 de distância.”
Copa do mundo.
Lygia indo embora. E chorando.
Festas juninas!
Lygia de volta em Barretos na semana seguinte.
Academia perto da minha casa.
5 séries de 20 abdominais? Morri.
Atividades da Pós.
7x1. A taça do mundo não é nossa.
Teste hergométrico. “Você está acima da média.”
Apresentação do grupo Ato!
Churrascaria.
Quebra cabeça!
Confraternização da empresa (e uma chuva do caramba!)
Palestra do Senac e 60 horas de atividades extra-curriculares pra cumprir na Pós.
Quero uma bota!
Oftalmologista e o olho direito com o mesmo grau que o olho esquerdo. Óculos novos!
“Prefiro ficar sem comer do que ter que picar o dedo toda vez.”
23 anos. “Queria estar aí com você”. Mas você estava, no coração!
Não consigo mais entrar no Skype.
Intercessão.
Barretos!
Por que ficar comigo?
“Eu gosto demais de você.”
Marcinho, Lu, Mariana e Gui na minha casa!!!!!
Essa é a Mah, esse é o primeiro Hallel dela!
“Por isso ame mais, abrace mais, pois não sabemos quanto tempo temos pra respirar.”
Missa Tridentina.
Toquei na inauguração da ótica da Av. Champagnat.
Crepe!!!!!
Camelando pra abrir uma poupança.
Casamento da Lívia em Cristais.
Pode deixar que meu pai me leva. Te encontro lá.
Arruma o violão, arruma o som, arruma o microfone, muda a ordem das músicas.
Padre engraçado.
Barretos!
Aniversário da Lê! Bolo sensacional!
Cestinha de doces. Orquídea na escola pra ela.
Show do Nando Reis. “Eu estava em paz quando você chegou.”
Eleições.
“Você votou ou não votou nesse cara?”
Providenciar documentos (ah, essas cópias de RG infinitas!) para o CRN definitivo.
Forever 21. Vestido bonito!
Larguei a academia por causa de uma aula da Pós.
Arrumei a bike pra poder fazer algo que eu gosto.
Seus óculos de sol têm grau. Veja se você enxerga direitinho. É pra usar!
Casamento da amiga do namorado.
Renovação da Consagração (que começou bem, mas foi mal terminada).
Vamos ao cinema ver o que? “Tim Maia!”
TCC – o retorno.
Luigi!
Casamento da vizinha do namorado.
Entrevista no programa da Nova TV.
“Os meninos acharam você linda!”
“Você iria lá em casa atender meus filhos?”
Araraquara no feriado. Academia diferente. Cansei.
Show do Thiago Brado.
Não é justo com as outras pessoas que você combine um horário e não cumpra.
“Você passa muita segurança. E eu não gosto que você deixe de fazer coisas só por pensar em mim.”
*Desespero*
Trabalho da Sônia nas academias.
Lembrancinhas.
Casamento da Monique.
Concurso pra Franca. (Não estudei!)
Dia de Nossa Senhora das Graças.
“Você é consagrada, né?! Ou, força pra você!”
Intercessão.
Abriu inscrição para residência multiprofissional no Hospital do Câncer de Barretos e para a UFU.
*Olhinhos brilhando*
“O medo tocou a campainha. A coragem foi abrir a porta. E não encontrou ninguém.”
Festa pra Martinha e pra Helena e pro Ulisses!
Casamento da tia Andréia no civil.
Casamento da prima e outra chuva do caramba.
Vou ou não vou prestar UFU?
Porque que Deus não fala?
Véspera de Natal.
Seu presente ainda não chegou.
Celular de presente.
Big sister & Little sister.
LIVROOOOSSSS!
Sessão dupla de cinema.
Véspera de ano novo.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Magrela


Comecei a andar de bicicleta na semana passada depois de ter instalado um velocímetro e feito um check up na minha Caloi Terra vermelha, ganhada orgulhosamente em uma rifa de R$2,00 da qual eu comprei apenas um bilhete.
Ando 5 quarteirões de leve subida e viro à direita até encontrar a Av. Brasil. Depois, volto em zig zag pelos quarteirões, alternando entre a rua paralela e a avenida. Quando encontro a rua da minha casa, o passeio se acaba.
No primeiro dia eu não conseguia prestar atenção em nada além dos meus acelerados batimentos cardíacos e a minha respiração. Mas quando o corpo começa a se acostumar, dá pra reparar o caminho.
Tem o guarda da fábrica que conversa com outro rapaz - que eu imagino ser um grande amigo nos moldes da amizade masculina. Tem o casal de aproximadamente 40 anos (cada) que se abraça e se beija embaixo da árvore - é o ponto de encontro deles, os dois dirigem seus carros até ali e ali permanecem como já descrito. Imagino se são amantes, embora isso eles o sejam de qualquer forma, dados os sentidos da palavra.
Há o cachorro, que eu vi apenas uma vez, mas que é branco, baixinho e bravo, porque ele resolveu me perseguir, defendendo heroicamente o espaço do seu domínio, o qual eu não quis invadir, mas não tinha como o cão adivinhar as minhas intenções.
No meio da rua, a certa altura, há um sapo atropelado marcando o asfalto. Existem as pessoas que caminham, os meninos que jogam bola na quadra, a areia no chão que quase me faz escorregar, os meus vizinhos (uma em particular que outro dia perguntou se eu estava caminhando de bicicleta) e as nuvens, o sol indo embora e o pasto.
Tudo isso está sempre ali, mas sobre as duas rodas da magrela o ponto de vista é outro,
E assim o é porque o Luiz resolveu me incentivar dizendo que eu precisava voltar para a academia e que a bicicleta não teria o mesmo efeito. Pode ser, mas acho que assim fico mais feliz.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Maquiavélica


Maquiavel dizia, e isso é um clássico, que os fins justificam os meios.
Todo mundo implicou com ele e eu, particularmente, detestei O Príncipe.
Só que hoje eu quero fazer uma ressalva e falar sobre o meu lado maquiavelicamente corrompido.
Sempre pensei no produto final que eu queria obter, sempre tive visualizações dos projetos finalizados na minha mente. Sempre me esqueci de planejar o "como", de entender o processo e de que eu não sei voar, logo, é necessário que depois do primeiro passo eu dê o segundo, o terceiro, o quarto e quantos mais forem necessários. Sempre pensei no fim e nunca no meio.
Agora que já publiquei sobre mais uma das minhas fraquezas e já me associei a Maquiavel, me resta levantar a bunda desse sofazinho e dar andamento às minhas batalhas.
Não se preocupem, eu não justificarei meus meios pelos meus fins. No fundo, foi só uma citação.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Empatia, ser e parecer


Minha mãe sempre diz que minha avó dizia que é melhor ser do que parecer. Por exemplo: é melhor você ser de fato uma "piriguete" do que apenas se parecer com uma, caso você não o seja. Isso porque daí não há enganação, as ações são verdadeiras e assumidamente propositais. É melhor ser honesto do que apenas parecer. Já escrevi sobre isso antes, mas há um trecho de poema que a Ana Carolina lê durante um de seus shows que diz: "mais honesto ainda eu vou ficar, só de sacanagem". E isso anda me levando a pensar que quando se é honesto há muito menos dores de cabeça, nervosismos, tremedeiras, gritos e exaltações.
Carros parados em frente aos portões de saída de outros carros por pura preguiça do condutor do veículo porque ele acha que as pessoas têm pés apenas para pisar no acelerador. Pessoas que têm opiniões sobre nós e resolvem compartilhar com todo mundo - menos com os maiores interessados.
Há tempos que eu e minha melhor amiga optamos pela sinceridade. Nossos namorados, rolos e amigos perguntam, a gente responde na lata. Tem gente que corre, tem gente que não aceita, tem gente que desconversa, mas nós sempre dormimos tranquilas.
Toda essa segurança de assumir e responder o que nos questionam também tem um nome que poderia - e deveria - ser mais popular: empatia. Colocar-se no lugar do outro. 1000 vezes saber a verdade do que o sentimento de ter sido enganada (a não ser que seja uma surpresa agradável porque isso é fofo).
Pela facilidade nas comunicações, intenções e sentimentos, pense em empatia da próxima vez em que você tiver uma opinião sobre alguém (seja ela boa ou ruim). O mesmo vale pros eufemismos, que eu odeio. Mas isso é assunto pra outra hora.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Vidinha

Já faz quase um mês que eu renunciei as minhas segundas-feiras e sextas-feiras (mas principalmente as segundas) com você pra que você pudesse dar continuidade a um dos seus processos. Daí resolvi utilizar o desafio que você me deu pra falar sobre isso.

Sua vidinha já era.
Acredito que você entenda tanto quanto eu que isso vai ter os aspectos bons necessários pro seu crescimento pessoal e profissional e que o foco tem que estar aí (e não no que você está deixando pra trás).
Quantos outros clichês você gostaria de ler?
Espero que desde quase um ano atrás seu jogo de polo com elefantes tenha sido intenso o bastante e que o placar seja sempre favorável pro nosso time - porque eu não aceitaria que a sua vida não fosse um jogo de polo com elefantes patrocinado pelo Velho Crupiê ao meu lado. Eu não aceito nem que a minha vida não seja um jogo de polo, acho que nunca aceitei.
Quando não era um esporte diferente, era um blog, era uma música, uma aula de violão, uma doença nova, um curso de redação, um grupo de jovens, uma viagem, outra viagem, outra cidade pra morar, uma faculdade,outro grupo de jovens, outras pessoas, outros livros, medos novos, novas coordenações, novos motivos pra brigar. Eu nunca parei. Eu ainda não paro. Sei que com você também foi bastante parecido com isso.
Talvez a gente às vezes tenha vontade de estacionar e esperar, num sábado à tarde, as horas se arrastarem, mas quer saber? Nós somos muito ruins nisso.
Quero apoiar seu jogo de polo da melhor maneira possível e renunciar ainda mais se preciso for. Porque eu sei que você faria o mesmo. E você sabe que eu tenho tentado entrar em outra partida. Espero que ela me leve a jogar mais pertinho de você, pra que eu não me chateie em outras segundas-feiras como a de ontem.
Sua vidinha já era.

sábado, 29 de março de 2014

11/05/2013


"No dia que você chegou
A neblina e a cerração
Calaram as aves no horto
Passaram o cais do porto
Ficaram os trens na estação
E os carros em ponto morto

No dia que você chegou
Ventania e temporal
Desgovernaram sonares
Deixaram cegos os radares
O rádio ficou sem sinal
E os aviões nos hangares

No dia que você chegou
Os satélites sumiram
Sumiram os anti-vírus
A internet toda travou
Quebraram os transmissores
Chips, antenas, sensores
Tudo se desconectou

Telefones clonados
Deram sinal de ocupado
Todo o cosmos se calou

Só os relógios seguiram:
Ponteiros fora de giro
Marcando o tempo parado

No dia que você chegou
Passei a querer viver
Morrendo, um pouco, às avessas
Até que nada aconteça
Somente eu e você
No mundo da minha cabeça"
(Cinco à seco)

Me senti assim hoje pensando em você. Desde que você chegou, não escrevo tanto quanto antes, não toco tanto quanto antes, não desenho tanto quanto antes, não vejo tv tanto quanto antes.
Aí talvez você me diga que me atrapalhou, que me fez mal, que foi e é perda de tempo. Não. Quer dizer, sim, só que não.
Você me atrapalhou no sentido de que eu fiquei e fico ainda toda atrapalhada ao tentar imaginar, ao tentar decifrar ou pensar no que você quer e por que você quer ou por que você não tem as reações que eu esperava que você tivesse - e que todo mundo até agora teve -, mas que, nem de longe, eu queria que você tivesse. Não gosto muito de expor ou apontar no texto, mas note a sutil (não mais sutil) diferença entre esperar e querer.
Você me faz um mal tão grande que me faz criar mecanismos completamente novos e nunca antes pensados para contornar os atrasos, para não começar a chorar quando você me faz rir como uma louca desvairada, para não enfiar as unhas em você quando você me beija. Você me faz mal no sentido de me tirar da homeostase. E isso é sempre preciso pra haver mudança e voltar ao equilíbrio. Que bom que você me faz tanto mal assim!
Quanto à perda de tempo, tomara que eu possa perder todo o meu tempo com você. Pra depois eu poder dizer que o tempo que eu perdi com você eu pude recuperar em aprendizado e, principalmente, em amor.
"I believe that my life is gonna see the love I give return to me."